‘Homem-bomba’ da Unijorge foi reprovado 14 vezes no Exame da Ordem, diz OAB

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Frank ao deixar a sede do Draco por volta das 20h deste domingo e seguir para o DPT (Foto: Betto Jr./CORREIO)

O bacharel em Direito Frank Oliveira da Costa, 36 anos, que fingiu estar com uma bomba e provocar pânico durante o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no domingo (24), foi reprovado por 14 vezes no exame da ordem. A informação é da seccional baiana da OAB.

Frank prestou o exame oito vezes em Salvador e seis em Natal, Rio Grande do Norte, onde morou por cerca de dois anos. O presidente da seccional potiguar da OAB, Paulo Coutinho, confirmou a informação.

Ele conta, inclusive, que o bacharel também foi protagonista de um tumulto em seu último exame em Natal. “Ele não ameaçou ninguém, mas começou a xingar a OAB. A comissão teve que intervir e começou a acalmá-lo”.

“Ele se sentou, mas assim que recebeu a prova começou a gritar novamente. Rasgou a prova, jogou no chão e foi embora. Não teve outro episódio grave. Das outras vezes, a comissão informou que ele chegava e fazia algum comentário, mas se continha”, afirmou Coutinho.

Matéria publicada no site  Correio* em 25/07/2016.

Opinião: Levar bomba no exame ou na prova, há tempos atrás, era outra coisa…

Penso que o problema não esteja nem com a OAB nem com o “homem bomba”, mas com a qualidade dos cursos de Direito que são ministrados por aí afora.

Esses cursos, “faculdades” são do mais baixo nível de ensino. As provas da OAB estão cada vez menos exigentes ou difíceis. O que há é uma má formação dos bacharéis em Direito que concluem cursos sem nada saberem. Por isso, graçam os “cursinhos” oferecendo dicas aos treinandos incautos para as provas da OAB.

Certamente quem já carrega frustrações, traumas e perturbações psíquicas não suporta essas enganações que são verdadeiros estelionatos ou contos do bacharel que pode virar advogado.

No Brasil atualmente temos 1.266 cursos de Direito. Isto significa que, por ano, estão concluindo o curso de Direito mais de 100.000 bacharéis, todos com propósito de passar no exame da OAB para fazer prova de exercício profissional (interstício) e tentar via concurso um emprego público, uma sinecura.

No nosso caso “triste Bahia hó quão dessemelhante”.

Celso Pereira, 02/07/2016.

Combate a Corrupção: “Para que o crime não compense, é preciso confisco na condenação definitiva”

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Procurador da República, Vladimir Aras

Procurador da República desde 2003, Vladimir Aras atua na área de cooperação internacional do Grupo de Trabalho formado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para a operação “lava jato”.

 

Especialista em combate à lavagem de dinheiro e à corrupção, ele afirma, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que “não existe um enfrentamento eficiente ao crime organizado e nem contra a corrupção”.

“Para que o crime não compense, eu preciso que os confiscos sejam implantados no momento da condenação definitiva, que os bloqueios sejam dados no momento da investigação e que o processo penal não demore muito, porque corre o risco da prescrição. Quando há prescrição, não há condenação definitiva. Não havendo condenação definitiva, não pode haver o confisco”, alerta o procurador.

Leia a íntegra da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo:

Qual a importância da cooperação e do resgate de valores lavados no exterior para o combate à corrupção e ao crime do colarinho branco?

Vladimir Aras — Extremamente importante. Tanto do ponto de vista interno quanto do ponto de vista internacional, qualquer investigação bem-sucedida, contra a corrupção e o crime organizado, só é bem-sucedida se ela se baseia em uma lógica de que não vale a pena para o criminoso cometer o crime. Não vale a pena para o criminoso cometer o crime quando ele sabe que o risco de ele ser condenado é muito grande, cumprir pena, ainda que não seja preso, mas condenado e cumprir uma pena proporcional ao delito e ainda sabendo o risco do confisco penal, do perdimento dos bens. É o que se chama na lógica da luta contra a lavagem de dinheiro, a sufocação econômica. Não existe um combate eficiente ao crime organizado e nem contra a corrupção, seja ela em forma ou não de crime organizado, sem o emprego dessa estratégia de sufocação econômica da organização criminosa, de modo que não haja a recompensa para o crime. Para que o crime não compense, eu preciso que os confiscos sejam implantados no momento da condenação definitiva, que os bloqueios sejam dados no momento da investigação e que o processo penal não demore muito, porque corre o risco que haja prescrição. Quando há prescrição, não há condenação definitiva. Não havendo condenação definitiva, não pode haver o confisco. O confisco dos bens só vem se houver condenação definitiva. Quando prescreve, eu perco o bloqueio, no Brasil ou no exterior. Se o bloqueio é perdido no exterior, a gente tem de mandar uma cartinha para o país de destino e dizer: ‘Olha, infelizmente, podem liberar o valor, porque essa ação penal aqui no Brasil não tem futuro, o fato prescreveu’. Isso nos leva a outra questão. É preciso que nós tenhamos no Brasil um novo tipo de ação judicial chamado Ação de Extinção de Domínio, que permite que nesses casos de prescrição penal ou nos casos de morte do agente — a ação penal morre também, sem condenação e confisco, o Estado fica de mãos amarradas — que o bem móvel ou imóvel possa ser confiscado.

Uma das 10 medidas, a de número 10, fala em recuperação do lucro do crime. Quais são as ferramentas disponíveis para os procuradores rastrear o dinheiro alcançado pelas organizações?

Vladimir Aras — Para você rastrear dinheiro no exterior precisa de contato direto e informações de inteligência. Você não rastreia dinheiro com pedidos formais de cooperação. Rastreamento é feito através de redes de inteligência, através da própria Interpol, de uma rede chamada RRAG [Rede de Recuperação de Ativos do Gafilat], um tipo de rede regional. Do ponto de vista da colaboração premiada, nós temos outro caminho para recuperar ativos. O réu colaborador indica onde está a conta dele e a partir dessa conta se fazem quebras, um pedido formal de cooperação para quebras. A partir dessas quebras, você obtém inteligência para fazer quebras sucessivas, localizar ativos e rastreá-los seguindo o fluxo do dinheiro. Ou, quando não é possível seguir o fluxo do dinheiro porque houve a utilização de interpostas pessoas, você usa de novo outro mecanismo de investigação, novas colaborações premiadas, interceptação telefônica ou busca e apreensão, que também serve para rastrear ativos. Em uma busca você pode apreender documentos bancários, provas de propriedade no exterior. Tem uma série de redes e ferramentas de rastreamento de ativos e meios de obtenção de provas que permitem esse rastreamento internacional de ativos.

A cooperação entre os países tem avançado a cada ano. É um mau negócio, para o investigado, tentar fugir, achar que não será encontrado?

Vladimir Aras — Ainda é um bom negócio e muita gente foge. Hoje é mais difícil garantir a impunidade do que antes. As redes de cooperação são muito mais presentes, há mecanismos tecnológicos para entrelaçar as polícias e os Ministérios Públicos, o diálogo é mais fácil entre as agências de persecução penal, seja Ministério Público, seja polícia. Os controles migratórios também são mais rigorosos, então, há uma dificuldade maior hoje. Por outro lado, os marcos normativos, a legislação melhorou em vários países e melhorou também a consciência em torno da necessidade de lutar contra a impunidade. Este aspecto da impunidade que muita gente fugia e ficava em algumas jurisdições. Agora é mais difícil chegar a um país que não coopere para localizá-lo e processá-lo em seu território ou para devolvê-lo no mecanismo tradicional da extradição ou nesses novos mecanismos de entrega, desenvolvidos no âmbito regional.

Custa caro ao Tesouro capturar um investigado no exterior? Alguma estimativa de valor? Alguma estimativa do quanto se gasta por ano trazendo foragidos de volta para o Brasil?

Vladimir Aras — Custa bastante caro. O caso [Henrique] Pizzolato [ex-diretor do Banco do Brasil condenado no mensalão e extraditado da Itália] custou em torno de R$ 170 mil. Não foi barato porque, além das traduções, houve gastos com a contratação de um escritório de advocacia em Roma para acompanhar o trabalho do Ministério Público. Nós não temos uma Procuradoria lá de ligação. Existe um adido da Polícia Federal, mas não existe um procurador de ligação no exterior. A contratação quem faz é a Advocacia-Geral da União, sai do orçamento da AGU esse valor para que o processo de extradição seja acompanhado em favor do Brasil lá. Nós podemos conversar com nossos colegas do Ministério Público, como conversamos com os italianos, eles concordarem conosco: ‘Ok, vou trabalhar em favor de vocês’. Mas há situações em que o procurador local não se convence da tese. Houve um caso com a Itália em que se nós não tivéssemos um escritório lá contratado, nós teríamos perdido o caso. Era um caso de um traficante. O procurador italiano não recorreu em favor do Brasil, foi contra o pedido brasileiro de extradição. Se nós não tivéssemos contratado esse escritório em Roma, não poderíamos ter recorrido e ganhado no recurso. No caso do Pizzolato, os juízes de Bolonha se manifestaram sobre o pedido e a defesa alegou que o sistema carcerário (do Brasil) era um caos. Nós produzimos um vídeo que custou R$ 30 mil. Isso é um ônus que tivemos que arcar porque foi preciso juntar essa prova nos autos para que os juízes vissem que se Pizzolato fosse extraditado, seria para a Papuda (em Brasília) ou para duas unidades de Santa Catarina indicadas por nós. Além desses aspectos, a Polícia Federal faz incursões, se mobiliza para procurar indivíduos. Quando a pessoa é capturada, depois de todos esses gastos feitos durante o processo, ainda tem o gasto na remoção do indivíduo. Você não remove um foragido com um policial, você remove com três ou mais. Teve uma extraditanda agora que precisou de cuidados médicos. Foi uma médica da polícia. Você tem que pagar os servidores públicos que vão, a passagem aérea, ainda que econômica, vão três ou quatro agentes da polícia. O processo de extradição não é algo barato, daí porque a lógica de pensar em cobrar esses valores dos indivíduos.

A Secretaria de Cooperação Internacional está atuando na Olimpíada do Rio?
Vladimir Aras — O procurador-geral criou um grupo de gabinete de crise, como houve para a Copa [do Mundo, em 2014], reunindo várias instâncias do Ministério Público Federal. Existe também dentro da Procuradoria-Geral da República um gabinete intercameral, que reúne a 2ª, a 5ª e a 7ª câmaras e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que vão acompanhar também a questão da Olimpíada, tentando articular com os organismos de segurança pública — as polícias Federal e estadual, Exército, Forças Armadas, em geral.

Alguma preocupação a mais por causa do ataque em Nice, na França? Um tunisiano ao volante de um caminhão matou mais de 80 pessoas na cidade francesa em 14 de julho.
Vladimir Aras — A preocupação existe, tem de existir. O procurador-geral, desde 2014, tem buscado promover o debate sobre a questão do terrorismo. A gente fez um debate grande em 2014, trouxemos especialistas de sete países diferentes. Fizemos, depois, gestões junto ao Congresso e ao governo para que as leis antiterrorismo fossem aprovadas. Depois de um longo e tenebroso inverno, elas foram aprovadas. Do ponto de vista normativo, a situação hoje é bem melhor do que era um ano atrás. Porém, a estrutura do país ainda é para segurança pública em geral, nem para o terrorismo, é muito deficiente. Logo, é uma soma de dois mais dois. Se, para os crimes comuns, o risco que o cidadão brasileiro sofre e o estrangeiro que aqui estiver é muito grande, para esquemas complexos de criminalidade mais intrincada, obviamente o risco será maior. Não quero dizer com isso que tenha alguma informação de ameaça terrorista no Brasil. O fato é que é uma aritmética. Se este é um país que nós matamos 60 mil pessoas por ano, é muito fácil matar no Brasil.

Em que circunstâncias um país passa a cooperar com o outro? Ocorre sempre via autoridade central ou o trânsito pode ser realizado diretamente pelo Ministério Público dos dois países?

Vladimir Aras — Existe uma questão muito polêmica que é achar que tudo se faz pela autoridade central. O Itamaraty, antes de a primeira autoridade central brasileira ser criada, já fazia cooperação. O Itamaraty não é autoridade central, é autoridade diplomática. Essa é via ordinária da cooperação internacional, a tramitação via chancelaria, via diplomática. Desde o dia em que o primeiro diplomata foi instituído, existe cooperação internacional, inclusive para captura de pessoas e foragidos. A atual autoridade central brasileira foi criada em 2004, o DRCI [Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, braço do Ministério da Justiça]. A primeira autoridade central brasileira somos nós, a Procuradoria-Geral da República. Desde 1968, nós somos autoridade central para a Convenção de Nova York, de 1956, que não é penal, trata da prestação de alimentos no exterior, quando a mãe está aqui com o filho e o pai está fora e precisa receber os alimentos e vice-versa. Desde 1994, a PGR também é autoridade central para Portugal, tratado bilateral Brasil-Portugal. Mas, em 2004, o governo resolveu fazer uma autoridade central sua, que é o DRCI. Mas mesmo assim não é a única, a PGR continua a ser para Portugal, Canadá e essa Convenção de Nova York. Existe a via diplomática e um enorme mundo de cooperação administrativa entre o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] e seus congêneres. Existe a cooperação direta também entre as polícias. A via policial todo mundo conhece pelo nome Interpol, uma via válida de cooperação internacional. A autoridade central é apenas uma das formas de cooperação.

O Mandado Mercosul de Captura (MMC) foi assinado em 2010. Andou?
Vladimir Aras — Ele não está em vigor. Isso é algo que nós temos debatido, eu já fui algumas vezes ao Congresso falar com deputados. Falamos também com o anterior ministro da Justiça, o anterior chanceler do governo Dilma, pedindo que esses acordos que o Brasil assinou no âmbito regional em matéria de cooperação fossem tocados para frente. Tem este acordo de Foz do Iguaçu de 2010, que cria o Mandado Mercosul de Captura, exatamente um mecanismo de simplificação da extradição dentro do Mercosul. Vale para os países membros Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela, mas também para os associados e para a Bolívia que está em situação de adesão. O outro acordo é o de Buenos Aires, de 2010, também, que permitiria equipes conjuntas de investigação. polícias e Ministérios Públicos do bloco. Já que você tem o cenário de fácil transição de pessoas, mercadorias, serviços, valores, então, é importante que nós tenhamos leis, no caso tratados, que permitam que a atuação do Estado, do ponto de vista da persecução penal e da polícia, também possa se favorecer da integração. A integração não pode ter uma perspectiva apenas econômica, ela é em termos de direitos. Você fala da cidadania do Mercosul, dos sistemas de controle do interesse do Estado, como a matrícula única de veículos do Mercosul e também a questão criminal e policial, para que as polícias possam não ficar a mercê de situações grotescas, como a que impede que um policial brasileiro, mesmo se estiver em perseguição em flagrante de um traficante homicida, ele não pode passar para o território vizinho porque estará invadindo o território do país. Existem vários lugares que as fronteiras são muito movimentadas, a luso-espanhola, a franco-alemã. Há acordos regionais que permitem que a polícia ingresse até 10 quilômetros, um quilômetro para que nessas situações de perseguição ou de acompanhamento de criminosos não se perca a possibilidade de prender alguém, apreender mercadorias, evitar um crime por motivos de apenas uma linha abstrata que marca soberania, mas que numa situação de livre circulação de pessoas é um obstáculo incompreensível. Já que os países permitem que os cidadãos atravessem de um lado ao outro com seu RG ou sem documento algum, é preciso que o Estado crie as ferramentas que a polícia e o Ministério Público tenham meio de realizar uma atuação de segurança pública e investigação criminal eficientes na medida em que esse sistema de fronteira todo tem grande influência na criminalidade das grandes cidades que ficam longe das fronteiras. Como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife, que sofrem impacto, mesmo muito além das nossas fronteiras, do crime de fronteira, o narcotráfico, o tráfico de pessoas, de armas, que precisa da fronteira para se consumar. E é consumado facilmente, porque não existe um marco jurídico normativo para os temas de fronteira. Precisa que a Câmara dos Deputados e o Senado aprovem o texto, assinado primeiro pelo Executivo.

Publicado na Revista Consultor Jurídico em, 17 de julho de 2016

Igreja uruguaia coloca à disposição do governo arquivos sobre desaparecidos

AFP4193957_Articolo.jpgMontevidéu (RV) – O Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, recebeu na segunda-feira (11/07) os bispos membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal do Uruguai (CEU), que colocaram à disposição da presidência os arquivos vaticanos para a busca de possíveis dados sobre pessoas desaparecidas durante a ditadura que governou o país de 1973 a 1985.

Na reunião realizada na Residência de Suárez, os prelados manifestaram a disposição da Igreja em “seguir colaborando em tudo o que diga respeito ao bem comum dos uruguaios, especialmente os mais vulneráveis”.

Neste sentido, fizeram referência aos passos a serem dados pelo governo em relação à abertura dos arquivos vaticanos para a busca de possíveis dados sobre pessoas desaparecidas durante a ditadura, informou a CEU.

“Falamos sobre os cidadãos desaparecidos na ditadura e do consentimento da Conferência Episcopal em estudar os arquivos vaticanos. Agora, os passos são de Estado a Estado”, afirmou depois do encontro o Secretário Geral, Dom Milton Tróccoli, Bispo Auxiliar de Montevidéu.

Participaram do encontro com o Presidente uruguaio, além de Dom Milton Tróccoli, o Presidente do Conselho Permanente, Dom Carlos Collazzi, Bispo de Mercedes, Dom Arturo Fajardo, Vice-Presidente e Bispo de San José de Mayo. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

Palestras de juízes terão cachê sigiloso e sem limite

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Juízes, desembargadores ou ministros de Tribunal Superior deverão publicar na internet convites para ministrar palestras, informando data, local e tema. Mas não serão obrigados a revelar o valor da remuneração, não havendo limite para o recebimento de dinheiro.

É o que informa reportagem de Ricardo Mendonça, do jornal “Valor Econômico“, nesta terça-feira (12).

Segundo o jornal, a decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Justiça no último dia 14 de junho. A proposta original de resolução incluía a divulgação dos valores na internet, mas “a retirada desse dispositivo foi feita a pedido do presidente do órgão, o também presidente do STF, Ricardo Lewandowski”.

O CNJ entendeu que as palestras são equivalentes ao exercício do magistério e o ministro Lewandowski alegou que a divulgação de valores pode representar risco à segurança dos magistrados.

Reportagem do editor deste Blog, publicada na Folha em maio de 2015 revelou que o governo de Minas Gerais (PT) convidou os ministros Luiz Fux, do STF, e Luís Felipe Salomão, do STJ, para palestra de uma hora sobre o novo Código de Processo Civil, oferecendo R$ 40 mil como remuneração a cada um.

Os ministros alegaram que a remuneração é permitida pela Loman –e que o valor previa outras cinco palestras. A assessoria de imprensa do governo informou que não haveria “outros eventos semelhantes”.

Eliana Calmon, ex-corregedora nacional de Justiça, viu “superfaturamento”. “Não se paga isso nem no Estado nem na iniciativa privada”, disse, na ocasião.

Fux alegou que decidiu “cancelar o curso programado”, ao ser informado pela reportagem que o evento seria pago pelo governo do Estado.

“Fizemos a primeira palestra, sem nada receber, e cancelamos o desdobramento”, afirmou Salomão.

A Casa Civil e a Codemig não forneceram cópias dos atos da contratação.

Em 2015, reportagem de Ricardo Mendonça, também publicada na Folha, revelou que quatro ministros do Tribunal Superior do Trabalho receberam dinheiro do Bradesco para palestrar no banco desde 2013, mas não se declararam impedidos em processos que tinham a instituição como parte.

Incêndio de grandes proporções atinge lojas do centro comercial de Feira de Santana

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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Um incêndio de grandes proporções atingiu lojas das ruas Tertuliano Carneiro e Conselheiro Franco, no centro comercial de Feira de Santana, no início da noite desta sexta-feira (1). O Corpo de Bombeiros está no local e segundo testemunhas há relatos de pequenas explosões. O fogo teria começado por volta das 18h.

Por volta das 20h40, o prédio da loja de material escolar ABC, onde o incêndio teria começado, desabou na Rua Tertuliano Carneiro. De acordo com o capitão Rios, do Corpo de Bombeiros, quatro lojas foram atingidas pelo fogo, no centro comercial de Feira de Santana na noite desta sexta-feira (1).

Os comerciantes e funcionários de lojas da Rua Sales Barbosa e próximas às lojas atingidas pelo incêndio recolheram as mercadorias com o objetivo de tentar salvá-las.

O fogo teria começado na ABC, se alastrando para a loja Só Festas. De acordo com o comerciante Andre Melo, proprietário da Camarim Confecções, a situação no local é crítica.

“Não há uma viabilidade de combate ao incêndio. Por mais que o Corpo de Bombeiros esteja tentando, as chamas são muito maiores do que se imaginava, mas estamos aqui para ajudar os amigos comerciantes da melhor forma possível. Aproximadamente oito lojas foram atingidas. Começou na Tertuliano Carneiro e agora já se alastrou pela Conselheiro Franco e está se aproximando da Sales Barbosa”, disse o empresário em entrevista ao Acorda Cidade.

As equipes do 2º GBM (Grupamento dos Bombeiros Militares) tiveram dificuldades para iniciar o combate imediato ao incêndio, pois próximo ao local só tinha um hidrante, mas a água não tinha pressão suficiente e não dava para ser usado de imediato. Eles tiveram que pedir apoio de carros pipa do 35º Batalhão de Infantaria (BI) e da Embasa, que demoraram um pouco para chegar.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Luiz Mercês, classificou como uma tragédia anunciada este incêndio. “Isto tem que acabar, isto não pode mais acontecer. É ridícula a situação. Precisamos tomar uma posição urgente em relação a isso, não podemos mais passar por este sofrimento. Está vergonhoso”, afirmou.

Ele disse que havia riscos de o fogo atingir o quarteirão inteiro e reclamou da existência de tantos ambulantes e barracas fixas no calçadão da Sales Barbosa, o que impediria uma ação do Corpo de Bombeiros naquele espaço, caso fosse preciso.

O ex-presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Clóvis Cedraz, afirmou que essa é uma tragédia anunciada. Ele disse que o fogo estava muito alto e que pela localização do incêndio imagina que a proporção pode ser maior do que um incêndio ocorrido antes, que atingiu a loja Mascate.

“É um momento difícil. Sabemos que um eventual incêndio aqui pode se transformar em uma tragédia. Todo mundo sabe que qualquer incêndio na Rua Conselheiro Franco pode virar uma tragédia no quarteirão. As lojas trabalham com materiais de papel, plástico, então são materiais de grande combustão. Temos um problema com a Embasa, pois o hidrante que tem próximo a Igreja dos Remédios, nunca está direcionando a água para essa localização. Então tem que vir alguém da Embasa para tomar uma providência”, afirmou.

A Coelba esteve no local e cortou a energia. Também no local, a Polícia Militar evitou novas ações de saqueadores nas lojas vizinhas e barracas.

Matéria publicada no site Acorda Cidade

Nossa opinião

Enquanto isso, o grupo que governa o município completa dezesseis anos no poder.

Quem desejar ver a irresponsabilidade do Município faça uma visita a Av. Senhor dos Passos (trecho entre a Praça do Nordestino até a Prefeitura Municipal, a Rua Sales Barbosa, Rua Conselheiro Franco e a Rua Visconde do Rio Branco, entre outras).

Nunca se cometeu, por ação ou omissão, tanto crime contra o urbanismo nesta cidade como nas últimas duas décadas.

Providencia? Só com o voto. Mas cadê o povo que vota? O que pensa, como vê, o que fará?

Aqui incluo os queixosos empresários, comerciantes principalmente, ludibriados com as últimas promessas, que tanto sustentam este Governo.

 

“Câmara de Feira aborda sobre projeto de Jean Wyllys que… não existe!”

Jean Wyllys
Deputado federal Jean Wyllys

Crítica

“Câmara de Feira aborda sobre projeto de Jean Wyllys que… não existe!”, diz colunista

Vereadores da Câmara Municipal de Feira de Santana usaram a tribuna na segunda-feira para proferir uma série de discursos contra um projeto de lei de Jean Wyllys que… não existe. De acordo com o site da Câmara Municipal, pelo menos seis vereadores se pronunciaram contra um suposto projeto de lei de Wyllys que visava retirar da Bíblia textos considerados homofóbicos — o boato circula há tempos na internet, mas talvez seja a primeira vez que tenha “conquistado” uma tribuna.

No próprio discurso, o vereador Justiniano França (DEM) dá a pista do que poderia ser a contestação ao boato, contra o qual discursou como se fosse verdade: “Quero parabenizar por essa abordagem nesta manhã. É um projeto natimorto, não tem Congresso que aprove, porque não foi o Congresso que estabeleceu a Bíblia”.  Edvaldo Lima, do PP, informou que fará uma “moção de repúdio” a Jean Wyllys. (Coluna de Lauro Jardim).

Matéria publicada no site Bahia na Política em 30.06.2016

A atual legislatura da Câmara de Vereadores de nossa cidade tem um número de edis  que  faz  com que a Casa  a todo momento vá para os anis do ridículo, do inusitado e dos despreparados.

Onde já se viu lei revogar, retirar, alterar ou outra coisa qualquer, texto da Bíblia?

Pelo andar da carruagem, vereadores fundamentalistas vão apresentar Projeto de Lei para acrescentar ou quem sabe alterar o texto dos Dez Mandamentos que Moisés apresentou ao seu povo no deserto.

Desejava falar a sério, mas é difícil. Resta a certeza de que a cada quatro anos podemos, todo o povo, votar  para eleger  Vereadores. Mas outra certeza nos assusta: os que estão aí fomos nós, o povo, que colocamos.

– “Que fazer?” Como questionava o velho comunista russo. Esperar que nestes tempos estejamos dando (involuntariamente) um passo atrás, no propósito de logo, logo dar  dois adiante.

Jean Wyllys e outros mais que nos desculpem.

Celso Pereira, 01/07/2016.