Adeus ao cardeal

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dom Paulo Evaristo Arns

Por Bernardo Mello Franco

É comum ouvir que o Brasil ficou mais pobre quando morre uma figura ilustre. Com o perdão do clichê, foi o que aconteceu nesta quarta (14) com a partida de dom Paulo Evaristo Arns, aos 95 anos.

O país deve ao cardeal uma luta incansável pelos direitos humanos e pela democracia. Nomeado arcebispo de São Paulo em 1970, no período mais violento da ditadura, ele desafiou os militares ao denunciar a tortura e proteger presos políticos.

Enquanto muitos líderes religiosos fechavam os olhos para o arbítrio, dom Paulo dava exemplos de coragem. Criou a Comissão de Justiça e Paz e transformou a catedral da Sé numa fortaleza de resistência.

As missas em memória do jornalista Vladimir Herzog e do operário Santo Dias, mortos pela repressão, encorajaram a sociedade a se mobilizar pelo fim do autoritarismo.

Dom Paulo também atuou com firmeza nos bastidores. Em audiência no Planalto, exigiu do presidente Emílio Garrastazu Medici o fim dos maus tratos nos porões. O general esmurrou a mesa e disse ao visitante que seu lugar era “na sacristia”.

O arcebispo ignorou a ordem. Em 1975, já no governo Geisel, voltou a Brasília para levar parentes de desaparecidos até o chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva. Repetiu as queixas e cobrou informações sobre o paradeiro das vítimas.

“Dom Paulo falou com tanta força, tanta veemência, que o Golbery balançou. Numa certa hora, tive a impressão de que ele chegou a chorar”, lembra o ex-ministro José Carlos Dias, que participou da reunião.

Além de enfrentar a ditadura, o cardeal marcou sua trajetória pela defesa dos oprimidos. Acreditava que a igreja devia fazer uma opção preferencial pelos mais pobres, linha retomada pelo papa Francisco.

Nos últimos tempos, com a saúde frágil, recolheu-se a uma vida de orações. Ao celebrar 90 anos, disse a um amigo que não temia a morte. “Estou preparado. Não tenho medo, mas também não tenho pressa.”

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PDDU é cobrado na Câmara Municipal de Feira de Santana

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Na sessão em que era discutido o Orçamento Municipal para 2017, ontem pela manhã, o vereador Beldes Ramos (PT-foto) cobrou a participação da sociedade na discussão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), contratado pela Prefeitura Municipal. O vereador Alberto Nery (PT) aproveitou para dizer que apesar de fazer parte da sociedade organizada nunca foi convocado para a discussão.

Publicado no site Bahia na Política em 13.13.16

Delação de executivo da Odebrecht lista R$ 23,7 mi ‘doados’ a baianos entre 2006 e 2014

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O depoimento de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, listou 18 políticos baianos que teriam sido beneficiados com “doações” de campanha entre 2006 e 2010, totalizando R$ 22,71 milhões. Segundo o depoimento prestado pelo ex-diretor ao Ministério Público Federal, os recursos foram pagos por meio de contribuições oficiais, com informações prestadas à Justiça Eleitoral, e também via caixa 2. O relato de Melo Filho traz o ex-governador Jaques Wagner (PT), codinome Polo, como o principal recebedor de recursos da Odebrecht, com R$ 10,5 milhões doados nas campanhas de 2006 (R$ 3 milhões) e de 2010 (R$ 7,5 milhões). O próprio ex-executivo indica que os repasses não constam na prestação de contas de campanha do então candidato ao governo do estado. O segundo com maior valor em recursos “doados” pela companhia é o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), codinome Babel, que recebeu R$ 6,88 milhões entre 2006 e 2014 – segundo Melo Filho, apenas R$ 680 mil em 2010 e R$ 2,7 milhões em 2014 estariam declarados à Justiça Eleitoral. A listagem apresentada pelo ex-diretor da Odebrecht traz outros nomes Jutahy Magalhães Jr. (PSDB), codinome Moleza, com R$ 350 mil não-declarados em 2010 (veja aqui) e R$ 500 mil registrados em 2014, Arthur Maia (PPS), codinome Tuca, com R$ 250 mil não-declarados em 2010 (veja aqui) e R$ 349 mil registrados em 2014, José Carlos Aleluia (DEM), codinome Missa, com R$ 300 mil não-declarados em 2010 (veja aqui) e R$ 280 mil registrados em 2014. Veja abaixo um gráfico com o resumo das doações de caixa 2 listadas por Melo Filho:

A relação traz ainda Lídice da Mata (PSB), codinome Feia (veja aqui), Daniel Almeida (PCdoB), codinome Comuna (veja aqui), Colbert Martins (PMDB), codinome Médico (veja aqui), Antônio Brito, codinome Misericórdia, e Edvaldo Brito, codinome Candomblé, ambos do PSD (veja aqui), Paulo Magalhães Jr. (PV), codinome Goleiro/ Trave (veja aqui), Adolfo Viana (PSDB), codinome Jovem/Menino (veja aqui) e João Almeida (PSDB), não eleito e que teria recebido R$ 500 mil da empresa por meio de caixa 2 em 2010. O relato do ex-executivo da Odebrecht cita ainda doações oficiais de campanhas em 2014, cujas cifras encontram correspondência nas prestações de contas das campanhas. Lúcio Vieira Lima (PMDB), codinome Bitelo, recebeu R$ 400 mil da companhia, Cláudio Cajado (DEM), com recursos de R$ 305 mil, Antônio Imbassahy (PSDB), com doações de R$ 299 mil, Leur Lomanto Jr. (PDMB), com R$ 250 mil e Benito Gama (PTB), com R$ 30 mil. O deputado federal Lúcio Vieira Lima aparece ainda numa situação diferente dos demais políticos baianos. Melo Filho registra um pagamento de R$ 1 milhão para o peemedebista como contrapartida para auxílio na tramitação de uma Medida Provisória (MP 613) na Câmara dos Deputados. Ao longo da publicação do conteúdo da delação de Melo Filho, os políticos encaminharam nota negando qualquer relação com caixa 2 de campanha.

Fonte: Bahia Notícias, publicado em 12.12.16

“Em Brasília, todos são inocentes e todos são cúmplices”

RIO DE JANEIRO – Por volta de 1968, Nelson Rodrigues escreveu: “Em Brasília, todos são inocentes e todos são cúmplices”. Sua frase só não se aplica neste momento porque há uma solitária exceção: o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. Ele não quis fazer parte daquela unanimidade. Ao se sentir pressionado por seu colega Geddel Vieira Lima, secretário de Governo, a aprovar certa medida que contrariava o interesse público e favorecia os negócios particulares do colega, Calero preferiu demitir-se.

Um gesto tão simples — afinal, o que há de mais natural do que uma pessoa honesta retirar-se de um ambiente que não lhe convém? —, provocou uma reação surpreendente. Destampou um ralo do qual escapou extraordinário fedor.

Começou quando o presidente Michel Temer, sem discutir, aceitou a saída do ministro e manteve Geddel no emprego, com o que avalizou o comportamento de seu secretário. Com isso, Temer quis dizer que, sim, pode-se coagir o poder público a autorizar a construção de um espigão de 30 andares sobre uma região histórica de Salvador para justificar a compra de um apartamento e talvez outros interesses particulares. No que se embutiu um recado: o balcão continua aberto — só mudaram os operadores.

Entendendo a mensagem, uma malta de políticos, com destaque para os suspeitos de sempre — os cardeais, com cargos de liderança ou presidência nas casas do Congresso —, apressou-se em socorrer Geddel, minimizando a história, declarando-a um caso encerrado ou enfatizando que, neste momento, há medidas mais urgentes a tratar. Perfeito. E por que seria diferente? Afinal, não importa que se chamem Michel, Aloysio, Rodrigo, Renan ou, pode crer, Pauderney. São todos Geddel.

Com a volta de Marcelo Calero ao Itamaraty, sai ganhando a diplomacia brasileira.

Ruy Castro

Publicado no jornal Folha de São Paulo  em 23/11/2016

Que dizer de nossa representação neste novo governo federal?

Tenho dito repetidas vezes que não acredito em mudanças de qualquer ordem na política do país sem que mudem os sujeitos.

Toda gente que compõe o governo Temer passou pelas alianças de “governabilidade” dos governos do PT. Com estes atores é que ocorreram protagonismos tristes, nas mais diversas áreas da gestão pública.

Infelizmente, não é somente no aspecto da moralidade e da ética, mas sobretudo na manutenção dos privilégios a qualquer custo que não se vislumbra qualquer alteração.
E como diria Jair Rodrigues,“tristeza, por favor vai embora…”

Notícias publicada no site Bahia na Política nesta dia 23/11/2016

Primo e sobrinho de Geddel representam empreendimento em processo junto ao Iphan

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Foto: Divulgação

Um primo e um sobrinho do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) representam o empreendimento La Vue junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio, cuja construção foi embargada na última sexta-feira (18), está na berlinda após ter sido pivô do pedido de demissão do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que acusa Geddel de tê-lo pressionado para atuar por um parecer favorável do prédio junto ao Iphan. Como argumento, Geddel teria afirmado que tinha um apartamento no local. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, em um documento anexado ao processo administrativo que tramitou junto ao Iphan, a Porto Ladeira da Barra Empreendimento, responsável pelo La Vue, nomeou como procuradores os advogados Igor Andrade Costa, Jayme Vieira Lima Filho e o estagiário Afrísio Vieira Lima Neto. Jayme é primo de Geddel e sócio dele no restaurante Al Mare, em Salvador. Afrísio é filho do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel. A procuração data de 17 de maio de 2016, cinco dias após a posse de Geddel como ministro. O documento não tem prazo de validade. Semanas antes, ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o Iphan havia embargado a obra por avaliar que o prédio afetaria monumentos tombados da região como o Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio da Barra. A procuração permite aos advogados e ao estagiário “representar o outorgante [o empreendimento La Vue], conjunta ou separadamente, perante o Iphan”, com poderes para “interpor recursos perante qualquer juízo, instância ou tribunal”. Também assina o advogado Igor Andrade Costa, que é sócio de Jayme em um escritório de advocacia. Costa também é signatário como representante legal do empreendimento na ata de constituição do condomínio do La Vue, que foi registrada em cartório de imóveis de Salvador. A procuração que colocou os familiares de Geddel como representantes do La Vue junto ao Iphan foi assinada após o peemedebista ter adquirido o apartamento.Segundo Costa, ele foi o único advogado da Vieira Lima Filho Associados a atuar no processo junto ao Iphan e os nomes do primo e do sobrinho de Geddel estão na procuração porque, “segundo o Código de Processo Civil, todos precisam ser listados no processo”. Ele nega que Geddel tenha interferido no processo. “Geddel nunca interferiu neste caso. Eu não o conheço, nem sabia que ele tinha um imóvel no prédio porque eu não cuido dessa parte, só do contencioso”, declarou. Em entrevista, o ministro afirmou que assinou um contrato de compra e venda de um imóvel no empreendimento em 2015. Ainda segundo Folha, a empresa Upside Empreendimentos, que tem entre os sócios uma prima de Geddel, Fernanda Vieira Lima Paolilo, é proprietária do apartamento 1101 do prédio. O edifício La Vue tem 23 apartamentos, 30 pavimentos. Cada unidade chega a valer R$ 2,6 milhões.

Comissão de Ética abre processo para apurar conduta de Geddel

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O presidente da Comissão de Ética Pública, Mauro Menezes, em entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Valter Campanato/ABr)

Por unanimidade, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir, na tarde desta segunda-feira (21), um processo para apurar a conduta do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima no episódio que culminou na demissão de Marcelo Calero do comando do Ministério da Cultura.

A sindicância vai analisar a denúncia de Calero de que teria sofrido pressão do titular da Secretaria de Governo para liberar um empreendimento imobiliário de alto luxo no centro histórico de Salvador no qual Geddel tinha comprado um apartamento.

O presidente Michel Temer anunciou, por meio do porta-voz, que Geddel será mantido no cargo, conforme havia antecipado o Blog de Cristiana Lôbo. O ministro chegou a telefonar para integrantes da Comissão de Ética, a fim de que a análise do caso dele fosse acelerada.

Mais cedo em reunião pela manhã, a maioria dos integrantes da comissão votou favoravelmente à abertura de um processo. No entanto, um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) de um dos membros adiou a abertura oficial do procedimento investigatório.

Dos sete integrantes da comissão, cinco votaram na reunião pela manhã a favor de abrir o processo. À tarde, com a continuidade da reunião, o conselheiro que havia solicitado vista abriu mão do pedido e se posicionou a favor da abertura do processo.

A assessoria de Geddel informou que o cancelamento da vista foi pedido à comissão pelo próprio ministro e que, por enquanto, ele não voltará a se pronunciar sobre o assunto.

Segundo o presidente da comissão, Mauro Menezes, objetivo da decisão foi não atrasar o processo. “O conselheiro José Leite Saraiva Filho, em um gesto de boa vontade, trouxe a reflexão de que não gostaria de atrasar o processo. Ele portanto alterou seu posicionamento e passou a acatar a abertura imediata do processo”, afirmou.

A partir da notificação, ainda nesta segunda, Geddel terá dez dias para apresentar defesa. “Ele mostrou boa vontade em responder com máxima rapidez à comissão”, disse Menezes sobre o ministro.

Em relação à ligação de Geddel para o presidente da comissão no meio da tarde pedindo agilidade no caso dele, Menezes falou que recebeu o telefonema enquanto o conselheiro Saraiva se manifestava a favor da abertura do processo. Segundo ele, o trabalho não foi” apressado” nem “influenciado”.

“Todos os conselheiros são indicados por nomeação presidencial. Nós temos plena confiança de que todos os conselheiros agem com absoluta isenção. Nossa confiança no conselheiro Saraiva é absoluta. Não há qualquer elemento de interferência externa”, alegou Menezes.

O relator para o caso ainda não foi escolhido. Caso Geddel seja considerado culpado, o regimento prevê desde a possibilidade de advertência até a recomendação de exoneração.

Apesar de o processo ser considerado prioritário para a comissão, não é possível garantir que o caso será apreciado já na próxima reunião do colegiado, marcada para 14 de dezembro. Na avaliação de Menezes, também não se justifica convocar uma sessão extra.

“Não se justifica fazer reunião extraordinária para esse fim. A pauta da comissão não se resume a um único caso, por mais que tenha importância. Avaliamos que o calendário está apropriado.”

O projeto em questão estava embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por motivos técnicos.

À Rede Bahia, afiliada da TV Globo, Geddel admitiu no sábado (19) ter conversado com o então ministro da Cultura sobre o embargo do Iphan a uma obra da iniciativa privada na capital baiana, mas negou que tenha feito pressão.

Órgão vinculado à Presidência, a Comissão de Ética Pública fiscaliza a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal e eventuais conflitos de interesse envolvendo integrantes do governo. O colegiado não tem poder para punir nenhum servidor público, mas, como é um órgão consultivo do presidente da República, pode recomendar a ele sanções a integrantes do governo, entre as quais demissão.

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Demitido do ministério da Cultura, Marcelo Calero revelou os bastidores da sua queda: Geddel Vieira Lima.

As acusações de Calero contra Geddel também podem ser investigadas no Congresso Nacional. Parlamentares contrários ao governo de Michel Temer querem que a Procuradoria-Geral da República investigue o caso. Eles também pretendem convocar Geddel e Marcelo Calero para que os dois prestem esclarecimentos sobre o caso em comissões da Câmara e do Senado.

Matéria publicada no site G1

Nada mudou com o destronar de uns e a ocupação por outros

Todos nós brasileiros desejamos mudanças. Uns até reclamam, outros só falam do desejo. Enfim, a nação necessita ver alteradas as relações entre os poderes da República e os cidadãos, além das condutas dos ocupantes dos primeiros.

Todos, das megalópoles aos “grotões”, não concordam com as práticas da maioria dos que exercem cargos de mando nos poderes públicos.

Uns são maus porque subvertem a ordem de prioridade das comunidades, outros porque dirigem a atenção governamental para grupos e interesses organizados, outros tantos porque sabiamente “engabela” a maioria como quem dá doce a criança que choraminga.
Mas, há um grupo destes, ocupantes do poder, que são desastrados, ousados e renitentes na conduta e prática deletéria contra a “res pública,” a coisa pública.

Será a impunidade o combustível que os mantém neste diapasão? Verdade é que as operações de limpeza porque passam o país ainda estão longe de inibir essa gente de comportamento deletério a uma sociedade republicana e de equidade.

A leitura da notícia e estatística divulgada hoje na imprensa nacional, aqui pra nós pelo site Bahia na Política (veja logo abaixo), nos dá conta de que nada mudou com o destronar de uns e a ocupação por outros.

Resta-nos a certeza democrática de que todos eles têm mandato finito.

Governo
Ministros ignoram normas em 238 viagens pela FAB

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Em cinco meses da gestão Michel Temer, os ministros utilizaram 781 vezes aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para realizar deslocamentos pelo País. Levantamento feito pelo Estado revela que em 238 casos titulares da Esplanada tiveram como destino ou origem a sua cidade de residência sem uma justificativa considerada adequada nas agendas oficiais divulgadas pela internet.

A conduta dos ministros configura, a princípio, desrespeito a duas normas legais. Primeiro, em abril de 2015, às vésperas de ser afastada do cargo e em meio ao esforço do governo de ajustar as contas, a então presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 8.432, que restringiu o uso de aeronaves pelos ministros e os proibiu de viajar de FAB para seus domicílios. Em 2º, uma lei de 2013 determina que ministros deverão divulgar “diariamente” na página eletrônica do ministério sua agenda de compromissos oficiais. Os dados analisados compreendem o período de 12 de maio a 31 de outubro.